FEI e WBFSH vão abrir o debate sobre novos mecanismos de apoio aos criadores, numa altura em que aumentam os custos, as exigências de rastreabilidade e a pressão sobre o bem-estar animal.
A Federação Equestre Internacional (FEI) e a World Breeding Federation for Sport Horses (WBFSH) deram um novo passo no debate sobre o papel económico dos criadores de cavalos de desporto. As duas organizações analisaram uma proposta destinada a reforçar o reconhecimento e o apoio aos criadores no ecossistema equestre internacional.
O tema foi discutido a 17 de junho de 2026, durante a reunião anual do conselho FEI-WBFSH, realizada na sede da FEI, em Lausanne. Embora ainda não tenham sido anunciadas medidas concretas, ficou definida a realização de uma sessão específica no FEI Sports Forum de 2027, agendado para 26 e 27 de abril.
A iniciativa parte de uma constatação relevante para a economia equestre: os criadores estão no início da cadeia de valor do cavalo de desporto e assumem uma parte substancial do investimento, do risco e do tempo necessários para produzir animais capazes de chegar à competição internacional.
Entre a escolha genética, a reprodução, a alimentação, os cuidados veterinários, o maneio e a preparação dos cavalos jovens, podem decorrer vários anos até que o valor desportivo e comercial de um animal seja plenamente reconhecido. Mesmo assim, a visibilidade pública tende a concentrar-se nos cavaleiros, proprietários, equipas e organizadores das competições.
A discussão entre a FEI e a WBFSH pretende, por isso, envolver toda a cadeia, incluindo criadores, proprietários, atletas e promotores. O objetivo será encontrar soluções viáveis e suficientemente consensuais, sem antecipar, nesta fase, qual poderá ser o modelo adotado.
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